terça-feira, 28 de agosto de 2012
Pobre homem.
Homens tolos
devoram a outros
Alimentam-se
da terra e do pó
Acham que
não existe limite
Ou óbice para sua
necessidade
Pobres homens
Se alimentam.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Cerre os olhos.
Desejo que goze
das palavras.
E ouça,
a voz que vem do outro.
Que o infinito.
Te conceda todos os bens
que vem da palavra
bênção e perdão.
Ao cerrar os olhos
se permita
Gozar dos prazeres:
do versos,
dos surrurros,
dos gemidos,
do choro,
que arrebata
sua presença aqui,
ao meu lado.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Querer-te.
Eu te amo
de um pedaço do todo.
De cada centímetro,
um metro do meu querer.
Do desejo há o insucesso
de nunca se satisfazer.
Apenas te ter,
não quer dizer poder.
As ilusões mudam
minha mente
De cada passo
de frases, orações,
ânsias solitáiras.
Eu te amo pelo
que não és.
pelo que estás,
Aqui, na mente irracional
O querer é do meu sonho
para que se realize
Teu querer.
de um pedaço do todo.
De cada centímetro,
um metro do meu querer.
Do desejo há o insucesso
de nunca se satisfazer.
Apenas te ter,
não quer dizer poder.
As ilusões mudam
minha mente
De cada passo
de frases, orações,
ânsias solitáiras.
Eu te amo pelo
que não és.
pelo que estás,
Aqui, na mente irracional
O querer é do meu sonho
para que se realize
Teu querer.
domingo, 18 de março de 2012
Nós.
Podemos partilhar os dias de sol
E as frutas da estação.
Ter uma canção para chamar de nossa.
Renovar os votos,
e impaciente te esperar.
Deixar espalhado minhas coisas
e esquecer as suas comigo.
Lembrar dos sabores que você prefere.
E dispensar as datas comemorativas.
Quando de repente eu me der conta
Que afinal, isso é amor.
E as frutas da estação.
Ter uma canção para chamar de nossa.
Renovar os votos,
e impaciente te esperar.
Deixar espalhado minhas coisas
e esquecer as suas comigo.
Lembrar dos sabores que você prefere.
E dispensar as datas comemorativas.
Quando de repente eu me der conta
Que afinal, isso é amor.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
O Pastor Amoroso.
Alberto Caeiro.
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo. Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo. E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar. Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas. Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela. Todo eu sou qualquer força que me abandona. Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
Passei toda a noite, sem saber dormir, vendo sem espaço a figura dela E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela. Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala, E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança. Amar é pensar. E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela. Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela. Tenho uma grande distracção animada. Quando desejo encontrá-la, Quase que prefiro não a encontrar, Para não ter que a deixar depois. E prefiro pensar dela, porque dela como é tenho qualquer medo. Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só pensar ela. Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.
Gosto por demais desse poema, me lembram pessoas e coisas boas!
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo. Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo. E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar. Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas. Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela. Todo eu sou qualquer força que me abandona. Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
Passei toda a noite, sem saber dormir, vendo sem espaço a figura dela E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela. Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala, E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança. Amar é pensar. E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela. Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela. Tenho uma grande distracção animada. Quando desejo encontrá-la, Quase que prefiro não a encontrar, Para não ter que a deixar depois. E prefiro pensar dela, porque dela como é tenho qualquer medo. Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só pensar ela. Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.
Gosto por demais desse poema, me lembram pessoas e coisas boas!
domingo, 5 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Não posso me contentar
de que a dor é diferente,
que existem tons.
Gradações da mesma solidão.
Não são diversos.
A dor é uma unidade
E como toda unidade; formada por
micro cosmos.
Cada um lhe agrega um pouco
menos e mais
acentua e alivia
A dor é renunciavel
ou convivente.
Deixo habitar em mim aqui,
sem nunca abandonar,
meus dias
minha consciência
a dor é toda uma só
Só, permitir viver dela é que é diferente.
de que a dor é diferente,
que existem tons.
Gradações da mesma solidão.
Não são diversos.
A dor é uma unidade
E como toda unidade; formada por
micro cosmos.
Cada um lhe agrega um pouco
menos e mais
acentua e alivia
A dor é renunciavel
ou convivente.
Deixo habitar em mim aqui,
sem nunca abandonar,
meus dias
minha consciência
a dor é toda uma só
Só, permitir viver dela é que é diferente.
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