quarta-feira, 13 de março de 2013

Eu fiz.

E eu fiz uma escolha. Que seria preciso viver. E essa escolha não é fácil. Assim, como não fazê-la até aqui. Mas o que me faz viver? Se, não fosse a própria escolha. As semanas que me restam, são os segundos que se foram, e os minutos que espero. Eu fiz uma escolha. Nela decidi por um pé de cada vez, e me podar, para não ir além, dum pé de cada vez. Não me falta muito tempo, nem se sobra muita vida. Mas eu fiz uma escolha, eis porque um poema. Porque viver, só pode ser uma escolha.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Meu coração.

Meu coração é um verbo. E ele não tem nome. Não sabe para onde vai. Não porque palpita,nem porque me dá existência. Aliás é ele que me da vida. Seu processo mecânico desconhece os mistérios em que foi inserido. Vive seu projeto, seu percurso, no descompasso de segundos. Não é ele que oprime, nem macera o desejo, mas também, não é isento de sua culpa. Mesmo que essa culpa, não seja sua, mas alguém lhe culpa. Meu coração não é um verbo. Meu coração é o próprio verbo.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Há um certo desconforto em se ser o que se é. Não é possível uma tranquilidade, quando as feridas ainda são purulentas e não há cura. É o passado e o presente que nos atormenta, o futuro, quiça acontecerá. Há uma desesperança em se esperar sobre o que não se é. Pois não há remédio, senão aceitar ou se rebelar sobre aquilo que se tem feito, do tal viver.