Meus olhos estão quentes
Como a larva de um vulcão que arrebenta
Como água fervente
Minhas pálpebras dormentes
Cansadas e insatisfeitas, mas gastas
Minha boca está fria
Como o alto das montanhas
Num inverno rigoroso
Minha língua seca, frigida e assolada
Imóvel e sem serviço
Meus ouvidos estão vulneráveis
A temperatura que se aproxima
A espreita de ser possuída
Pelo frio ou calor
Ou que bendito seja; esquecido
Minha têmpora indiferente
A quem quer
Ou o que se avizinhe
Meus sentidos estão perdidos
E falidos
Não há vida que resolva a solução
Dada pela própria natureza
A vergonha.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
Somos...
Somos a esperança do nosso próprio tempo...
a necessidade da geração passada...
somos fruto de combinações...
inflexão e reflexão da nossa existência...
Somos fruto da nossa condição
e da ação somos escravos
pois a convicção é só a alma da criação.
O interesse, a necessidade e a paixão são uma única coisa
como a própria vida que se transveste de várias formas
tomando o inicio e o fim como apenas um lapso da dialética
a necessidade da geração passada...
somos fruto de combinações...
inflexão e reflexão da nossa existência...
Somos fruto da nossa condição
e da ação somos escravos
pois a convicção é só a alma da criação.
O interesse, a necessidade e a paixão são uma única coisa
como a própria vida que se transveste de várias formas
tomando o inicio e o fim como apenas um lapso da dialética
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
É preciso estar aberto.
É preciso estar aberto ao mundo das pessoas
estar aberto e consciente da própria voz que ressoa
da alma e do coração
É preciso estar aberto ao mundo real
realidade esta tangível e tão pouo refletida
mecanizada como o próprio expirar e inspirar
É preciso estar aberto ao mundo do prórpio mundo
das coisas naturais, artificiais mutáveis.
É preciso estar aberto ao mundo da alegria
que fugaz como o fogo, precisa ser alimentado, acalmado quando possivel
mas chama eficaz, sempre contra a banalidade.
É preciso estar aberto ao mundo do prórpio eu
para que se diga e se repita
que sem mim , nem o mundo nem o poeta teriam alegria.
estar aberto e consciente da própria voz que ressoa
da alma e do coração
É preciso estar aberto ao mundo real
realidade esta tangível e tão pouo refletida
mecanizada como o próprio expirar e inspirar
É preciso estar aberto ao mundo do prórpio mundo
das coisas naturais, artificiais mutáveis.
É preciso estar aberto ao mundo da alegria
que fugaz como o fogo, precisa ser alimentado, acalmado quando possivel
mas chama eficaz, sempre contra a banalidade.
É preciso estar aberto ao mundo do prórpio eu
para que se diga e se repita
que sem mim , nem o mundo nem o poeta teriam alegria.
Se é.
Se é empurrado neste mundo
Sem direito a escolha ou voz.
É jogado-se ao mundo empírico
E se ensinado o mundo teórico
E depois ainda, ensinado quando e a hora de cada um.
Se é jogado, muitas vezes,
Sem escolhas ou refúgios
No deserto árido das civilizações
No aprendizado calejante da
Própria existência.
Se é levado pelas multidões e
Limitações materiais.
Usurpado nossas esperanças.
Vindo e partindo apenas.
Se é remado para as profundezas.
Do escuro e para o mais alto da clareza
Ou a mesma medida diversa.
Se é carregado pelas mãos e pelos pés
De quem serve aos outros
De quem só pode ser empurrado.
Se é tomado a própria existência
Quando dela mal se percebe a efemeridade.
Mal se nota a importância.
Quando o sacro está acima e não ao lado.
Sem direito a escolha ou voz.
É jogado-se ao mundo empírico
E se ensinado o mundo teórico
E depois ainda, ensinado quando e a hora de cada um.
Se é jogado, muitas vezes,
Sem escolhas ou refúgios
No deserto árido das civilizações
No aprendizado calejante da
Própria existência.
Se é levado pelas multidões e
Limitações materiais.
Usurpado nossas esperanças.
Vindo e partindo apenas.
Se é remado para as profundezas.
Do escuro e para o mais alto da clareza
Ou a mesma medida diversa.
Se é carregado pelas mãos e pelos pés
De quem serve aos outros
De quem só pode ser empurrado.
Se é tomado a própria existência
Quando dela mal se percebe a efemeridade.
Mal se nota a importância.
Quando o sacro está acima e não ao lado.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Gente?
Eu tive fome,
E bebi água barrenta para passar.
Eu tive sede,
e não tinha água, adormeci.
Eu quis plantar
Mas não tinha terra.
Eu tive frio
e um jornal foi para esquentar.
Eu adoeci e sofri.
O doutor não chegou e eu morri.
Eu quis vida, liberdade,
e tudo me foi negado.
Eu não sei para quê, mas chamam de dignidade...
Esta eu acho que nunca terei.
Porque eu não sou letrado,
sou mulato, sou favelado,
sou indigena, sou mulher,
sou gay, sou deficiente,
sou feio, burro e tolo.
No fundo acho que não sou gente.
E bebi água barrenta para passar.
Eu tive sede,
e não tinha água, adormeci.
Eu quis plantar
Mas não tinha terra.
Eu tive frio
e um jornal foi para esquentar.
Eu adoeci e sofri.
O doutor não chegou e eu morri.
Eu quis vida, liberdade,
e tudo me foi negado.
Eu não sei para quê, mas chamam de dignidade...
Esta eu acho que nunca terei.
Porque eu não sou letrado,
sou mulato, sou favelado,
sou indigena, sou mulher,
sou gay, sou deficiente,
sou feio, burro e tolo.
No fundo acho que não sou gente.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Homem racional
Eu que me declaro consciente.
racional como todo o humano.
Que deseja ir além daquilo que se vê.
Que se poda das emoções.
Para assim, ser quem espera ser.
Num lugar ou ocasião qualquer.
Se faz mediato se apresentar
e executar aquilo que se espera.
Aquilo que se crê.
Aquilo que se vê.
Atesto através das palavras.
Articulações, meticulosamente refletidas.
O que o humano pode ser
máquina de concreto, oca.
Nascido com ou sem alma.
Com paixão ou apagada esta.
Eu sou homem.
Mas eu admito.
Que o racional esteja com determinante
Ante aos demais animais.
Mas se não me compadeço.
Sou o pior dos animais.
Sou aquele que sabe.
Mas não ajuda.
Sou aquele que aceita a morte.
Como razão para vida.
racional como todo o humano.
Que deseja ir além daquilo que se vê.
Que se poda das emoções.
Para assim, ser quem espera ser.
Num lugar ou ocasião qualquer.
Se faz mediato se apresentar
e executar aquilo que se espera.
Aquilo que se crê.
Aquilo que se vê.
Atesto através das palavras.
Articulações, meticulosamente refletidas.
O que o humano pode ser
máquina de concreto, oca.
Nascido com ou sem alma.
Com paixão ou apagada esta.
Eu sou homem.
Mas eu admito.
Que o racional esteja com determinante
Ante aos demais animais.
Mas se não me compadeço.
Sou o pior dos animais.
Sou aquele que sabe.
Mas não ajuda.
Sou aquele que aceita a morte.
Como razão para vida.
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