quarta-feira, 6 de março de 2013
Meu coração.
Meu coração é um verbo.
E ele não tem nome.
Não sabe para onde vai.
Não porque palpita,nem porque me dá existência.
Aliás é ele que me da vida.
Seu processo mecânico desconhece os mistérios em que foi inserido.
Vive seu projeto, seu percurso, no descompasso de segundos.
Não é ele que oprime, nem macera o desejo, mas também, não é isento de sua culpa.
Mesmo que essa culpa, não seja sua, mas alguém lhe culpa.
Meu coração não é um verbo.
Meu coração é o próprio verbo.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Há um certo desconforto em se ser o que se é.
Não é possível uma tranquilidade, quando as feridas ainda são purulentas e não há cura.
É o passado e o presente que nos atormenta, o futuro, quiça acontecerá.
Há uma desesperança em se esperar sobre o que não se é.
Pois não há remédio, senão aceitar ou se rebelar sobre aquilo que se tem feito, do tal viver.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Espera.
À espera,
assim estavam,
não é assim o estado
daqueles que não percebem
suas próprias escolhas?
À espera
de que a vida mova
e que o encanto apareça
e não se precise forjar uma história
À espera
estavam e continuaram
à espera
Porque só a espera
é que os acalentava.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Pobre homem.
Homens tolos
devoram a outros
Alimentam-se
da terra e do pó
Acham que
não existe limite
Ou óbice para sua
necessidade
Pobres homens
Se alimentam.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Cerre os olhos.
Desejo que goze
das palavras.
E ouça,
a voz que vem do outro.
Que o infinito.
Te conceda todos os bens
que vem da palavra
bênção e perdão.
Ao cerrar os olhos
se permita
Gozar dos prazeres:
do versos,
dos surrurros,
dos gemidos,
do choro,
que arrebata
sua presença aqui,
ao meu lado.
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