quarta-feira, 22 de julho de 2009

Quanto ao teu.

Quanto mais se vive, menos se há para viver.
Quanto mais se busca, menos se encontra.
Quanto mais se pensa, menos se sente.
Quanto mais se ama, mais finito se é.

As minhas lágrimas já secaram, meus sonhos ruiram.
As minhas tristezas, assim como a minha alegria já passou.
As minhas esperanças são como as rosas, exalam mas murcham.
Nascem, mas já trazem em si sua própria defesa.

Quanto mais se tem espinhos, mais eu me sufoco.
Quanto mais não sei, mais eu sei.
Quanto mais eu acredito, menos se pode ver.
Senti que os espinhos, não são meus.
São teus, já nasci protegida da tua ira.
Já nasci pronta para te amar.

Amar, por ora.
É enxugar as lágrimas.
É esquecer os teus espinhos.

sábado, 18 de julho de 2009

passsagem

Um dia disseram a ela que sim.
mas na verdade era não.

Ontem contaram que talvez.
Certeza?Que vai?Ou a que fica?

Passageira é a vida, doce a lembrança.
Certeza fincada.Dúvida esparça.

Um dia disseram a ele que não
mas na verdade era sim.

Corre, sopra.
De nada se tem, pouco detém.
Assim vai, esvai, evapora.

Passa e eu não sei.
Mas a ela disseram sim e a ele não
Que importa?

Tudo é passageiro, assim vai.
Vai.Voa, corre de encontro.
Abraça, aperta.
Só uma vez se vai.

No final.
Quem sabe?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A mim



















Pequena pare!Não queira ir!
Eu pensei que pudesse sem ti, mas não.
Pergunto-me onde tu quererá ir sem mim.
Para onde vais quando não estás comigo?
Por que não estás em mim? Por que não estás aqui?
O plano inferior é quieto, branco, infértil.
Em se plantando nada dá. O jardim já não existe.
Somos terra e húmus.
Eu me afogo neste lugar estranho e lento.Estéril.
Fique, sem ti não broto, não colho, não durmo.
Sem mim, morte.

Poema

Neste grande mundo agente tem a impreesão de que se perde as vezes, impressão de que tudo passa e eu continuo aqui, imutável, incoerente para esse novo mundo...

Em contrapartida, agente se depara com pessoas que enobrecem e dão cor, nos encontram dentro desta impressão de perda, de impessoalidade...

E eis que encontro , encontrar-se não é fácil, não é tão lindo assim, mas é acima de tudo pessoal, e sendo pessoal, sou porque perda não há.

Dedico a você, que desiste por um instante das suas impressões, e confusões, atreladas a este mundo que nada perdoa, e nem nos supera.Dedico um poema, produzido no momento mais sublime de todos nós, na sublimação, da senão vida.
Eis que aqui estou.
Eis que sou.
Afinal, tudo mudou!