quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Você, quando.

Quando me faltarem os pés.
Me apoiarei em você.
Quando eu não comer.
Me alimentarei da sua fé.
Quando eu não puder contar contigo.
Espero a sua vontade.
Me é aprazível contar com você.
Me faz bem, mesmo que seja esmola.
Não tenho vocação de heroína.
Sou frágil, incrédula.
Mas por você eu tenho fé.
Esperança se quiser.
Quando você puder.Estou aqui.
Só e incapaz.
Só em companhia.
Só com você ou por você.
Quando você quiser.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

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"O tempo é o mestre das não liberdades, afoga e desespera a quem quiser um alento, caminhos para o começo, senão o fim.Reta initerrupta, que rompe com o ontem e se esgueira para o amanhã.Acredito que o bom não é o tempo, mas a consciência de que ele acaba."

Coração de barro

Das sobras deste barros, fizeste meu coração.
Da carne huana, deste-me sentido a ir.
Da fé na vida, e no barro, sopro eterno me deste.

O coração devorado e pensado,
Bate, e para.
Bate e surpreeende como força de sempre.

Ele não se isenta da dor que tiver.
Não se apraz da desilusão.
Não perece da racionalidade humana.

Das sobras dele. Um suspiro novo acontece.
Um desejo imanente de ser.
Ele que do barro vieste, a carne humana o salvou.

domingo, 4 de outubro de 2009

Não.

Não sirvo de exemplo para ninguém,
não sou certa ou digna,
Sou demasiada errantes e loucamente tola,
E não sirvo, não sou.

Tempo é algo válido,
Desejo de vida, vontade, fé,
E assim se cumpre assim se faz.

Não sou exemplo, não sou termo.
Nem escrava, nem justa.
Sou dona da minha fé.
Que não possuo.

O tempo não é o meu exemplo,
E eu não posssuo.