Não nos entregamos as pessoas porque parecem conosco.
Entrega-se o que de mais distinto falta no outro.
Dá-se o coração, a boca, o sexo, o tempo.
A sua antítese vivica.
Depois acostuma-se a lacuna, fragilmente preenchida.
Não nos damos a quem não nos falta.
Não damos ao que poder vir a sobrar.
É no mínimo que está o maior de cada um.
Para dar ou amar.
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