segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Não há razão nenhuma para chorar
Ainda mais se lamentar
Tudo vai passar
Assim como um temporal veranil
Que de repente acontece
A formação de nuvens nebulosas
A escuridão que encobre o sol
Da mesma forma é esta vida,
A tua, ou a do outro, não se diz
Mas, sim esta vida
A água que corre da chuva e se assenta na poça
E foge do asfalto
Que entope
Afoga, desespera e limpa
Acontece, mais rápido que se imagina
Assim como a vida que se passa
As duas se confundem
Podem ser contadas e somadas pelos veranis
Sem que muito importe ou deixem que se passe
Esta vida,
Este temporal
Cairá na estação
Assim como a lágrima que esgota a dor
E traduz a solidão
A lágrima que limpa suas próprias veias
Suas próprias razões para a tempestade da alma
Vem e passa, é só a chuva de verão
Como a brevidade desta vida.

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