segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Adeus.

Ao invés de gastar todas as flores em coroas pelos mortos,
Gostaria de dar a todos aqueles que sofreram
Ao invés de derramar lágrimas por aqueles que partiram,
Permitiria-me transformá-las em gozo por tudo que vivemos
Ao invés de recompor os vazios, lá os deixaria
E os silêncios, agradeceria
Deixaria-me saber quem sou e relembrar o que fomos, ou seremos
As preces guardaria, e ao invés de, lhe transformaria em poemas
A falta e a saudade daria a qualquer um na forma de um abraço
Para os corações entrelaçados decidirem o quão baterão mais rápido
E para a dor
Esta não remediaria a sentiria intensamente; não como masoquista
Mas como quem sabe que de toda dor se brota um amor.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Começo, meio ordinário e fim.

O fim não é o mesmo.
Todos os dias são finitos e
todos os anos infinitos.
Na nossa cabeça, existe um tempo.
Já em nosso corpo e nossa alma um outro.

Todo começo é prazeiroso,ou
descontrolado, ao menos.
Não se tem certeza de como será o amanhã.
Mas, há a espera de que ele virá.

O meio monótono, ou ordinário.
Ah! Este não tem boas impressões, boas definições é tão do mesmo sempre.
É tão compreeensivel por mim, por ti,
pelo teu pai, pela tua história.

Já o fim é a única certeza.
E nefasto vir a ser.Para alguns uma redenção.
Como se isso houvesse.
Para outros um desespero como se não fosse inato
A todo ser humano.
No fundo as incertezas é que nos movem.

O previsivel é tão bom e tão ruim,
Mas nos mantém adstritos ao mesmo sentimento.
No fundo o começo e o fim são as fontes
de renovação boas ou não
Mas certas e definitivas
Virão, serão, passarão e não deixaram de ser
o Mesmo sempre.

Toda espera

Todos nós estamos a espera
de alguma coisa
de um amor que nos roube o fôlego
de uma resposta para alguma inquietude
de uma salvação num momento de dor
de liberdade para a opressão

Viver as vezes,
está condicionado à uma espera
uma passagem de tempo
de tempo para o tempo
de estar apto a viver.

Viver não pode ser esperar
mas também, não é apenas fazer
ação e omissão.
A simbiose das duas
nos deixam a espera, ou
o atropelamento das etapas
Que etapas?
O hoje, ontem, amanhã o talvez
Só nos é dado escolher poucas vezes
mas esperar nos é imposto a toda hora.