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sábado, 17 de setembro de 2011

De acordo com o mundo.
Precisarei partir
sem deixar bagagens
sequer lembranças
começar no fim
e no fim acabar.

Não haverá mais um só lamento
sequer desejo.
finda esta parte
me toca a dor
de não saber;
que hoje,
a vida já é tarde

Como o medo se
possui
dou-te esse verso
para que rumine
e sobreviva
a natureza de pensar
de sentir e gozar
que já pode ser tarde
ser finito
e disso não tenho medo.
Medo; há de deixar
que haja o teu adeus.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Adeus.

Ao invés de gastar todas as flores em coroas pelos mortos,
Gostaria de dar a todos aqueles que sofreram
Ao invés de derramar lágrimas por aqueles que partiram,
Permitiria-me transformá-las em gozo por tudo que vivemos
Ao invés de recompor os vazios, lá os deixaria
E os silêncios, agradeceria
Deixaria-me saber quem sou e relembrar o que fomos, ou seremos
As preces guardaria, e ao invés de, lhe transformaria em poemas
A falta e a saudade daria a qualquer um na forma de um abraço
Para os corações entrelaçados decidirem o quão baterão mais rápido
E para a dor
Esta não remediaria a sentiria intensamente; não como masoquista
Mas como quem sabe que de toda dor se brota um amor.