quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ausência.

Talvez, seja ausência de sabor.
São dos goles de água do mar
Dos quase afogamentos.
Dos grilhões de sal e areia
que não foram sorvidos.
Desesperador e sufocante
deixar que a maré me empurre
Me jogue sobre meus próprios fracassos.
É a ausência de sentido.
Ausência do que se sabe.
Este mar, mostra-se impossivel
e irreparável.
Já estou dentro, sem me comandar,
sem responder aos meus impulsos
meus desejos
Só a ausência
Oco corpo, verniz é a minha face.

domingo, 5 de junho de 2011

Um dia,
Você chegará a conclusão.
De que poucas coisas importam,
Mas ai,
Já não mais poderá tê-las.
Serão restos.
De algumas lembranças.
Um dia,
Você vai dizer a si mesmo.
O quão foi tolo.
Por se prender, a coisas materiais.
E perceber.
Que as boas coisas,
Nunca são perceptíveis aos nossos olhos.
São vistas como banais e triviais.
Ai será tarde.
Porque não vai tê-las mais.
Só na morte se entende.
Que só haja razão na morte.
Porque se entende a vida.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Eu quero uma concha.
Uma casca inquebrantável.
Eu quero que me levem a sério.
Não quero tom jocoso.
Nem de desprezo.
Não aceito, também,
A indiferença.
Afinal, estar aqui.
Me faz ouvir;quer dizer
Que quero me apresentar.
E dizer que.
Mesmo me protegendo.
Me mantenho resistente.
Na minha casca.
No meu mundo.
A insegurança não
Está no não.
Está pelo equivoco em tentar,
Me enquadrar numa
Coisa que soa
Um status burocrático.