Mostrando postagens com marcador literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador literatura. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

03- O livro favorito da infância.


" Pois é está tudo errado!Bola é bola, porque é redonda. Mas bolo nem sempre é redondo.E por que será que bola não é mulher do bolo?E bule?E belo?E bala?Eu acho que as coisas deviam ter um nome mais apropriado.Cadeira por exemplo.Devia chamar sentador.Não cadeira, que não quer dizer nada.E travesseiro?Devia se chamar cabeceeiro!Lógico!Também, agora eu só vou falar assim"...

Isso é apenas um trecho de um livro que me marcou a infância, assim como: Os contos dos irmãos Grimm, as Mil e uma noites, gibis, as histórias de João e Maria, Chapeuzinho vermelho....
Marcelo, Marmelo, Martelo, esse menino sagaz, que constrói no seu mundo perguntas que vejam só; embaraçam os adultos. Que renomeia a vida e adapta as palavras para sua visão de mundo.
Esse livro na verdade, foi dado de presente à minha irmã, depois eu o li e gostei bastante, na época; hoje eu gosto ainda mais, por ser uma coisa tão própria do universo infantil que é perguntar os porquês das coisas; coisa que a gente se esquece de fazer quando cresce, o porquê de tanta coisa na vida!?

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

2- Um livro de que você não gosta.


Se existe um livro que me desapontou foi esse do Robert Musil, eu tenho uma tendência, quase uma obsessão na verdade por anotar em vários papeis, quais livros vou ler, que preciso ler, enfim, quantas letras, histórias, aventuras, alegrias, me serão concedidas por livros ao longo da vida. Porém, o nosso Robert Musil, me deixou na verdade com uma sensação de que "acabe logo essa joça". O enredo em si é até interessante, contando a passagem de um jovem aluno, num ótimo colégio, do qual entra numa trama de sevicias psicológicas, morais, fisicas da qual não é objeto, mas participa de longe a principio; e ao longo do livro se envereda numa relação estranha entre dois colegas seus e um terceiro, que é o objeto da manipulação dos dois primeiros, costurado por análises filosóficas, metafísicas e breve experiências pederastas dos quatro rapazes...Soa interessante??Soa apenas, porque no fundo eu não gostei, ainda mais é escrito de uma forma meio autobiográfica, que particularmente não é meu gênero literário predileto...Não desisti do Robert Musil, seu romance O homem sem qualidades é um calhamaço monstro e da mesma forma reputado como um monstro de inspiração, experimentação, construção, um grande romance em suma, que espero algum dia ler, no entanto o Jovem Törless me permita que eu me despeça de você, desde já, porque relê-lo eu não o farei.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

1- O livro mais querido de todos os tempos.


Bem, vou me arriscar...Certamente, este é apenas um dos tantos livros que admiro e amo, mas como hoje só posso escolher um, vou desse do Érico Verissimo, que a propósito é um dos meus autores prediletos...
O livro em si não tem uma história complexa é até simples, mas a proposta do Érico de renúncia, desapego e amor é que me encantam nesse livro.A tentativa de se adequar a sociedade, se enquadrar na proposta de felicidade vendia pelos outros como certa é ao longo do livro, a todo custo buscada por Eugênio, que dão a impressão de ser um coitado e um cretino ao mesmo tempo.
Já a Olívia, a grande, e distante até da nossa realidade, que enxerga com otimismo e crê no homem, crê no altruísmo, crê naquilo que o Eugênio não vê.O Érico sempre nos seus livros dá as mulheres grandes papéis, heroinas tenazes, mulheres de fibra, Olivia é mais uma delas.
Eu amo esse livro, não há muito que eu disserte sobre ele que justifique, não sou religiosa, mas esse altruismo da Olivia é eivado da concepção cristã de doação e abnegação, não acho que seja ruim por isso ou seja bom em razão disso. Creio na verdade que é bom porque apesar de aparentar ser impossivel, são das pequenas coisas que Olivia passa, nos ensina é que nos faz crer na vida.

"Olha as estrelas. Enquanto elas brilharem haverá esperança na vida. "