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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Desesperança

Prefiro trocar a esperança.
Por todas as ações concretas.
Assim, como a neblina que se esvai
Assim é a vida e a dignidade, postas de lado.

A esperança é só um meio para amortecer
a própria natureza morta da fome, da
ilusão, tristeza, miséria, esquecimento.

Frígida e impiedosa.
Um conta gotas que não mata a sede
Uma bateria fraca num relógio
de um tempo que não passa.

Veja!Não quero tê-la, quero fazê-la.
Esperança não nos salvais!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Não sou.

Não sou importante ao ponto de ser inesquecivel.
Não sou fantástica para adentrar a eternidade.
Não sou especial para ser enaltecida.

Sou mediana, superficial às questões mundanas.
Sou do meu modo e do meu corpo.
O usufruto perpétuo das palavras e escolhas.

O supra sumo desta fisiologia.
A mediocridade da existência.
A malidicência da pureza.

Sou o pecado na sua propria gênese.
E a remissão dos mesmos quando implorados.
Não serei imolada nem canonizada.

Não porque me valha o ser.
mas seria contraditório.
ser o que não se quer ser.

Porque nascem da mesma fonte.
A beleza e o feio, o erro e o acerto.
Nasce de mim a magia e a especulação.

Sou tão baixa ou rebaixada.
na taxação do perfeito, que
Felizmente sou assim.