segunda-feira, 28 de março de 2011

Não é possivel se amar apenas uma vez,
Com cada um que se viver, a cada um é dado
uma parte do seu amor,
Como a vida que se inicia todos os dias,
É preciso retomar o amor todos os segundos
e expirá-lo e inspirá-lo como se fosse impossivel
viver sem tê-lo.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Como eu exatamente queria ser.

Como eu exatamente queria ser.
Forte como um carvalho,
inteligente e perspicaz
Como todas as raposas num deserto.
Como eu exatamente queria ser.
Uma daquelas propagandas de felicidade
ou aquelas que simplesmente fizessem menção
a minha importância,
Como eu exatemente queria ser
isenta de ódios e remédios, que aliviassem meu pesar
Como eu exatamente queria ser
É tão dificil e instável
que não saberia escrever!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Somos um punhado dos verbos que conhecemos
Uma infinidade de substantivos
Coisificam nossa condição.
E aos adjetivos nos arrogamos
Ou dizemos dos outros.
Somos os pronomes,
Que nos quantificam.
O tamanho, a existência, a importância.
Somos todas orações
E subordinações gramaticais
Somos a própria semântica
Somos o nome daquilo que somos
Que nos dão, nos emprestam,
Nos classificam
Nos limitamos por uma ordem
Daqueles que preferem a prosa ao verso
Mas de um amor
A letra, a fala, a palavra.

terça-feira, 8 de março de 2011

Feliz 8 de março!

Realmente,
a data enseja uma grande reflexão e um poema que o valha.
Mas ando sem inspiração suficiente para tal.

Apenas com amor, desejo as mulheres um presente, futuro e esperanças mais vivas!

Um beijo
A todas mulheres que fazem do hoje um futuro melhor de um passado!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Me olho no espelho
e admiro aquilo que me tornei
Olho e não reconheço uma qualidade
em especifico

Me olho e percebo
que cresci e deixei de lado
tudo que sonhava e não realizei

Olho e me espanto
com as marcas deixadas pelas experiências
pelos dissabores
pelas faltas em que se sente em crecer

Me olho e me toco
no que sinto, não no que vejo
na pele, nos vincos, nas respostas
Olho como o cego
que não vê mas se sente vendo
pelas mãos o que só meu corpo
sabe dizer.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Das suas coisas e de você.

Gosto de todas as coisas que você tem
De todos os talentos que possui
Das suas palavras que fluem
De você simplesmente.

Da sua ausência e distância
e de todos os verbos que expliquem isso
Da falta e da espera
De um tempo que almejo que passe
e se realize; e daquele que não passe

Do teu amor e do teu coração
Dos erros e desejos
Daquilo que posso ver e sentir
E também, daquilo que não sei o porquê.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Desejo.

Crave os dentes no seu desejo
Com voracidade
descubra os imperativos
deste sufocante desconhecido.

Não se isente de
cautelosamente esquecer
as ponderações e esgarçar
com toda força o
teu corpo preparado
para o gozo futuro.

Agarrarás em nome do
racional e divagará
sobre o irracional
O imaterial se consubstanciará
E dará a ti
o melhor de si.