Mostrando postagens com marcador verbo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador verbo. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de julho de 2011

Verbo, ah, o verbo.

Eu tenho fascinio por verbos.
Desses que por si só se apresentam.
Daqueles que o sujeito é mero espectador.
Não posso deixar de dizer,
Que os defectivos são debochados,
que não se dobram quando não querem
Que deixam loucos os sujeitos.
Afinal, que podem ser os sujeitos
se não houverem os verbos.
Os verbos regulares, estes sempre pontuais
Chegam a ser maquinais, voam, dançam,
se escondem, se escrevem e inserem.
Quando se dá conta.
uma histtória já foi dita,
outra estória repassada,
um conto podado, um sonho retratado.
Nessa bagunça toda.
O verbo, ah, o verbo,
esse moleque, essa mulher, esse senil,
que desde que é mundo existe.
Ah, o verbo.
Nem mesmo eu sei dizer.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Somos um punhado dos verbos que conhecemos
Uma infinidade de substantivos
Coisificam nossa condição.
E aos adjetivos nos arrogamos
Ou dizemos dos outros.
Somos os pronomes,
Que nos quantificam.
O tamanho, a existência, a importância.
Somos todas orações
E subordinações gramaticais
Somos a própria semântica
Somos o nome daquilo que somos
Que nos dão, nos emprestam,
Nos classificam
Nos limitamos por uma ordem
Daqueles que preferem a prosa ao verso
Mas de um amor
A letra, a fala, a palavra.