quinta-feira, 12 de março de 2009

até as flores perecem


Eu plantei um jardim na minha alma.......
Eu reguei, eu colhi, eu senti....
Era extenso e perfumado, fora deixado de lado por muitas vezes, fora esquecido, por querer e não querer...
Eu tentei por muitas vezes, apesar, de não conseguir e continuar a tentar, a arrancar as ervas daninhas, que me afligiam e sufocavam.....
Eu esmaguei aquelas que não eram belas, não por si, por mim, esmaguei por querer, destrui sabendo, que não devia.....
O jardim, me culpou, pesou, alentou, exalou.....
As flores eu jamais vi, jamais entendi, jamais serão consubstanciadas, encarnadas, jamais racionalizadas....
O jardim a cada dia renova, cada dia floresce, cada dia vive....
O jardim cada dia perece, cada dia acaba, cada dia morre....
O jardim não é externo, a minha alma é externa. A minha alma, é interna o jardim é externo, tudo transborda na alegria, se afoga no desespero, se entrega, se vende, se rouba, se usurpa na paixão....
O jardim perece, como a carne, que enfraquece, a humanidade acaba, ela como um processo natural, por muitas vezes injusto, mas acaba, ela nasce, cresce, reproduz-se, e morre.
O meu jardim a minha alma, esta condenada a morrer que seja hoje, ou amanhã, a verdade nem o tempo são justos, mas são certos!

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