segunda-feira, 25 de maio de 2009

Mujeres

Aprendi que as mulheres carregam as dores do mundo.
Aprendi que calam as suas esperanças.
Aprendi que tem fome de flores.
Esqueci que desde sempre são donas.
Esqueci que ontem foram meninas, hoje mulheres.
Esqueci que por amor, ela se perde e por amor ela vive.
Amei a cada uma que me contou uma história.
Amei a cada uma que me pediu vida.
Amei a cada uma que foi oprimida.
Mulher da minha vida és tu, te geri, cuidei, sofri e amei.
Mulher da minha vida sou eu, que encontrei no mundo a minha razão.
Mulher da minha vida é senão a tua pele, que cobre um coração não humano, mas feminino.

domingo, 24 de maio de 2009

liberdade?



Liberdade.Liberta.Libertos.

Desde quando eu fui quem eu quis?

E desde quando eu sou eu, e não você?

E desde quando não sou porque não quis ser?

Será que eu escolhi?Que digeri tudo o que vivo?Que minhas escolhas são minhas e não tuas?

Quem vos diz, quem vos escreve, quem vos ama...Será que sou eu?

Quem não lhe perdoa, quem não se apieda, não se fascina será que sou eu?

Sou livre como os sonhos?Sou presa como a minha alma?

Onde vou?Quando estou?Como estou?

Será que é tudo produzido,ou meramente vivido, repetido?

Acho que não sou, talvez não seja...

Acho qua apenas quis e não mais poderei ser!

Acho que sempre estarei presa, enjaulada, por minha próprias convicções ou tristezas, ou ainda por tentar ser feliz.Não muda em nada continuarei enjaulada!

Carcaça

Pilhas de mortos, carcaças de vidas.
Ilusão perdida.
Ferida de sempre, dor que perdura.

Ontem pequenina, hoje ainda pequenina em alma.
Alma inglória, escolhas podres de um coração.
Cabeças de cera.
Cabeças ocas.

Pensar não é humano.
Inglória vida, mediocre esperança.
Desejo vil.
Mortandade desde sempre.
Cabeças de cera.

Famintos de carne humana.
Desde sempre a podriodão me fascina.
Desde sempre carcaça.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Ao nada

Ela me levou ao nada, me mostrou o tudo.
Um caminho que eu não fiz, uma certeza de que retornar é partir.
Meus desejos, minhas escolhas, eu as fiz, mas não posso voltar.
O passado de ontem, presente de agora, futuro certo.
Ela me fez, me deu, me permitiu, mas eu não vim.
Regressarei, ao longe e possivel, regressarei ao impossivel e nostalgico.
Regressarei, mas eu não viverei.
Regressarei mas que há sem o amor?
Quem há sem amor no regresso?Não há lembranças.
Há esperança apenas de que alguém me espere no regresso.
Ela que continua me levar ao nada.
Mas que parte do principio do infinito.
Finito é; alguém a me esperar.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O que é?

É tão engraçado, as vezes a vida nos suscita umas questões bem estranhas, após ler algumas coisas que me chamaram atenção; resolvi me indagar: O que desejo?.Curta, simples, incrivelmente dolorosa essa questão.Afinal as pessoas respondem essa pergunta automaticamente, preenchendo possíveis silêncios atemorizadores....
Preenchemos nossa vida de coisas e coisas, mas mal refletimos nos que realmente somos ou queremos, mal vivemos, porque viver não é estar inserido em um grupo, uma família, viver é ser, e quando nós somos?Quando de fato sou eu e não a quem devo ser?Quando é o desejo que nos governa, ou quando o desejo alheio nos governa?
Vivemos num tempo do qual tudo é efêmero, inconstante, verde, precoce.Isso não é de todo o mal, mas qual a finalidade em antecipar as respostas?Antecipar dores e alegrias das quais a vida não pode curar....
Ainda não encontrei respostas para nenhuma das minhas reflexões, mas ter suscitá-las já é, ou não um começo.O que desejo hoje, é apenas que sonhar continue sendo mais importante que o pão!E o teu desejo o que é?

terça-feira, 12 de maio de 2009

colors

Casei as cores numa folha
Os meus sonhos esqueci, nos meus desejos, me perdi, mas me misturei, me reinveitei.
Colori o meu amor
Lancei a tua cor.
E eu que nunca quis ser cor, ser intensa, sublime,definida; hoje sou mais que um arco iris.
Sou paixão agradecida.
As cores preencheram, o que os sonhos usurpariam.A minha paixão é rabiscar um destino incerto, uma esperança morta, mas viva.
Cor.Cores.Cor.Desejo.Cor.Amores.Cor.Velas.Cor.Sinestesia.
Colorir uma vida que mesmo hipócrita; seja mais importante que a minha.