terça-feira, 19 de maio de 2009

Ao nada

Ela me levou ao nada, me mostrou o tudo.
Um caminho que eu não fiz, uma certeza de que retornar é partir.
Meus desejos, minhas escolhas, eu as fiz, mas não posso voltar.
O passado de ontem, presente de agora, futuro certo.
Ela me fez, me deu, me permitiu, mas eu não vim.
Regressarei, ao longe e possivel, regressarei ao impossivel e nostalgico.
Regressarei, mas eu não viverei.
Regressarei mas que há sem o amor?
Quem há sem amor no regresso?Não há lembranças.
Há esperança apenas de que alguém me espere no regresso.
Ela que continua me levar ao nada.
Mas que parte do principio do infinito.
Finito é; alguém a me esperar.

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