terça-feira, 18 de agosto de 2009

Devoro.

Das rosas eu devorei um caminho.
Devorei a esperança e a cor delas.
Como quem espera muito, recebi pouco
Me acalento com os resquícios de sombras.

Me acalento com a sua prematura partida.
Eu quero rosas, não as tenho.
Devoro como se fosse carne humana.
Devoro como se a minha face jamais envelhecesse.

Disparo contra elas a minha ira.
Minha melancolia, e a incerteza.
Porque as minhas rosas.
Devoro faminta.

Um comentário:

  1. Minha querida poetisa... somos assim! Queremos e entregamos nossa vida... se recebeu pouco, dê-se por satisfeita... recebeste muito.
    Amor... desejos... palavraas...sei que é tudo que queremos. Nós temos para dar! Quem tem para retribuir?

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