terça-feira, 2 de março de 2010

Neruda.



Mestre querido...

Um comentário:

  1. O que podemos dizer do mestre? Obrigado pelas palavras que me faltam! Apenas isto.
    Postei o poema abaixo em junho de 2009... "Auxilio do Neruda."

    XVII
    Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
    Ou flecha de cravos que propagam o fogo;
    Te amo como se amam certas coisas obscuras,
    Secretamente, entre a sombra e a alma.
    Te amo como a planta que não floresce e leva
    Dentro se si, oculta, a luz daquelas flores,
    E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
    O apertado aroma que ascendeu da terra.
    Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
    Te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
    Assim te amo porque não sei amar de outra maneira;
    Senão deste modo em que não sou nem és,
    Tão perto que tua mão sobre meu peito é minha,
    Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
    (Pablo Neruda)

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