sábado, 22 de maio de 2010

Vicio.

tenho como vício
tecer loucas teorias,
explicar ideias,
sentir coisas.

Tenho como vício
supor que sei,
mas no fundo, como;
uma profunda escuridão
não sei.

tenho como vício
dizer coisas inaudíveis
para mim mesma,
para que,
não venha
a acreditar nelas.

Tenho como vício
a escravidão da vida
que nada tenho
ou reterei.

essa incerteza,
essa mutabilidade,
o constante vir-a-ser.
é que, hoje, faz ser eu
um vir-a-ser.

2 comentários:

  1. Ah! Vicios dos poetas. Sempre incompreendidos. Nem o próprio se entende.

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  2. "Tenho como vício
    a escravidão da vida
    que nada tenho
    ou reterei"

    Estou 'viciado' nos seus escritos.

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