tenho como vício
tecer loucas teorias,
explicar ideias,
sentir coisas.
Tenho como vício
supor que sei,
mas no fundo, como;
uma profunda escuridão
não sei.
tenho como vício
dizer coisas inaudíveis
para mim mesma,
para que,
não venha
a acreditar nelas.
Tenho como vício
a escravidão da vida
que nada tenho
ou reterei.
essa incerteza,
essa mutabilidade,
o constante vir-a-ser.
é que, hoje, faz ser eu
um vir-a-ser.
Ah! Vicios dos poetas. Sempre incompreendidos. Nem o próprio se entende.
ResponderExcluir"Tenho como vício
ResponderExcluira escravidão da vida
que nada tenho
ou reterei"
Estou 'viciado' nos seus escritos.