Ali estiveste tu,
Dizendo a ele, para não partir,
E ele, a você implorando para não dizer.
Declaraste a ele seu amor
E seus votos de eternidade.
Suprema felicidade num balançar dos corpos.
Ele a ouviu, assentiu,
Mas não preservou o que você viu,
As palavras o oprimiram,
Arrebatou-lhe o coração e a razão...
Não seria pedir ou desejar demais?
Não seria poder dar menos?
Ai, sobrou nós,
Eu vi só de longe,
Ou de perto?Como ouvinte?
Como pulso?
Como um estranho?
Não é a mera estória de alguém
Nem fruto de imaginação
É só mera repetição de um conto
Infeliz; de banca de jornal.
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