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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Achei que pudesse tocar o coração, sem precisar passar pelas feridas ou pelas afirmações.
Passar pelo mais humano, a mim é estranho.
Mesmo que seja eu, igual, não sei tocar sem de alguma forma me perder.

Perder de minhas próprias ideias para tocar.
Perder a própria sensibilidade e machucar.
À quem nem direito dei de se defender

Sempre soube, e talvez, saibam todos, que não há habilidade.
Para tudo aquilo que acontece, com ou sem força mediata de um destino.
Construi uma coisa que não posso mais controlar, ou posso, como não sei.

Como um fluxo ininterrupto de ideias, desejos e matéria.
Eu escrevi no teu amor a minha ideia.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Palanque da vida

Eu, sempre esperei que a revolução justificasse minhas ideias contraditas e utópicas; nas alamedas da vida, achei que a revolução por si só, estoraria e me colocaria onde sempre almejei, no centro, a frente, atrás, de canto em qualquer palanque da vida.
Eu, esperei e nada.
Eu, e agora isso.
Tomo a vida como alguém que sempre sufoca no futuro a chance de realização que num presente ou passado, foram sufocadas pelas então, e já esperadas ideias e sensações futuras, que quando advindas em um novo presente tornam-se ideias imediatamente absurdas, obsoletas.
Eu, assim, justifiquei o que não se justifica.
A vida.
No fundo, todas as minhas ideias buscaram um caminho ao qual não possui caminho ou resposta, não porque não hajam ideias e vontades da alma, mas simplesmente porque na antitese da vida e da esperança do futuro; o dicionário não tenha nenhuma justificativa ou significado para aquilo que é.
A vida, a ideia. É!