quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Palanque da vida

Eu, sempre esperei que a revolução justificasse minhas ideias contraditas e utópicas; nas alamedas da vida, achei que a revolução por si só, estoraria e me colocaria onde sempre almejei, no centro, a frente, atrás, de canto em qualquer palanque da vida.
Eu, esperei e nada.
Eu, e agora isso.
Tomo a vida como alguém que sempre sufoca no futuro a chance de realização que num presente ou passado, foram sufocadas pelas então, e já esperadas ideias e sensações futuras, que quando advindas em um novo presente tornam-se ideias imediatamente absurdas, obsoletas.
Eu, assim, justifiquei o que não se justifica.
A vida.
No fundo, todas as minhas ideias buscaram um caminho ao qual não possui caminho ou resposta, não porque não hajam ideias e vontades da alma, mas simplesmente porque na antitese da vida e da esperança do futuro; o dicionário não tenha nenhuma justificativa ou significado para aquilo que é.
A vida, a ideia. É!

Um comentário:

  1. Isto me faz lembrar Belchior:
    "... eles venceram e o sinal esta fechado para nós, que somos jovens..."

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