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domingo, 24 de julho de 2011
Dois camaradas.
Conversavam como dois camaradas que a pouco descobriram que eram jovens.O mais velho desgostava de tudo.Da atual juventude, da ausência de luta, da apatia juvenil, de como todo mundo hoje em dia era "alienado".O mais novo, acalentava-o dizendo, que por eles, talvez, hoje todos pudessem ser o que quisessem.Uma liberdade virtual, mas quem sabe?O mundo sempre fora louco; não?Os dois relembravam-se dos tempos dificeis de luta estudantil, da felicidade perseguida, da vida na continua correria, no subsolo do mundo que se conformava, era assim.Lembravam-se e nostálgicos se abraçaram, despediram-se brevemente, como sempre, nos mais de 40 anos de amizade.O mais velho pegara um táxi, o mais novo um ônibus, o mais velho em casa chegara, o mais novo continuara acreditando que a liberdade, talvez, não seja como esperava, mas estava ai, com a mão no peito, um enfarte lhe tirou a esperança de uma liberdade diferente.
domingo, 5 de setembro de 2010
A liberdade é conquistada a duras penas, renuncia-se a própria liberdade, do corpo e das instituições, renuncia o amor de si. Transcende a carne e as próprias idéias. Ser livre é não estar neste mundo e lugar nenhum. Ser livre é mais do que a própria sensação de caminhar sem parar, beber sem sentir sede, acalentar-se sem haver neblina. A liberdade é tão sofrida que ela mesma não supera sua definição ou ensejo que inspira. Não está vinculada há um inicio ou um fim. Mas um meio para onde não se tem definição, certeza. Vinculada a tua existência de fato e não de direito. Se quiser liberdade, mas a liberdade não está em lugar nenhum nem se finca num corpo e espírito. Ela anda a milênios na boca, na história, na teoria, na ideologia. Está ai e ninguém viu ou pode tocar. Está onde não se vê, nem se ouve, está no âmago de um processo perpétuo
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