domingo, 24 de julho de 2011
Dois camaradas.
Conversavam como dois camaradas que a pouco descobriram que eram jovens.O mais velho desgostava de tudo.Da atual juventude, da ausência de luta, da apatia juvenil, de como todo mundo hoje em dia era "alienado".O mais novo, acalentava-o dizendo, que por eles, talvez, hoje todos pudessem ser o que quisessem.Uma liberdade virtual, mas quem sabe?O mundo sempre fora louco; não?Os dois relembravam-se dos tempos dificeis de luta estudantil, da felicidade perseguida, da vida na continua correria, no subsolo do mundo que se conformava, era assim.Lembravam-se e nostálgicos se abraçaram, despediram-se brevemente, como sempre, nos mais de 40 anos de amizade.O mais velho pegara um táxi, o mais novo um ônibus, o mais velho em casa chegara, o mais novo continuara acreditando que a liberdade, talvez, não seja como esperava, mas estava ai, com a mão no peito, um enfarte lhe tirou a esperança de uma liberdade diferente.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário