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quinta-feira, 28 de abril de 2011

O que arrebenta um coração?

Existem coisas que podem arrebentar um coração.
Você sabe do que falo.
Daquilo que rasga a razão.
Daquilo que se vai contra e se vai no mesmo passo.
Do desejo imediato mas que não pode ser mediato.

Arrebentei o meu.
Desde então,
Quando não mais pude evitar.
E assim por dizer,evitar você.
Eu quero arrebentar a cabeça.
E tomar o juizo.

Acertar e não mais me equivocar.
Ter você como certo; não mais errado.
Como um sonho alcançado.
Mas, um esboço de perfeita incompletude.
Pare que todos os dias
Eu não me canse de tentar te amar.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sorte, não sorte?

Não é a sorte de estar livre.
Não é a sorte de estar só.
Não é a sorte de se viver.
Não é a sorte de estar.
Não é a sorte de amar.

É a sorte de pensar.
É a sorte de poder.
É a sorte de partilhar.
É a sorte da consciência.
É a sorte da escolha de
viver como se não fosse
só existir.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

E ela, faminta e sedenta

Não foi lhe dado alma alguma.
A ela apenas um pedaço de vida, uma sobra de esperança.Não sua; dos outros, famigerada e sedenta.
Na sua melancólica parte de uma esperança, era possivel ver, não a ela, mas a fome, a sede.Sua sorte não ter alma.
Porque ninguém se rende há um céu ou um inferno.Aceita-se apenas a parte de vida que lhe foi entendida.
Faminta ou sedenta dizem que é vida, mesmo que a esperança não tenha razão ou finalidade alguma.
Mas de que adianta?Não é o todo mas a parte que lhe foi dada, e a esperança nunca vem com a parte destinada.Vem, somente pelo outro e com o outro ela se vai.
E ela foi.