A ela apenas um pedaço de vida, uma sobra de esperança.Não sua; dos outros, famigerada e sedenta.
Na sua melancólica parte de uma esperança, era possivel ver, não a ela, mas a fome, a sede.Sua sorte não ter alma.
Porque ninguém se rende há um céu ou um inferno.Aceita-se apenas a parte de vida que lhe foi entendida.
Faminta ou sedenta dizem que é vida, mesmo que a esperança não tenha razão ou finalidade alguma.
Mas de que adianta?Não é o todo mas a parte que lhe foi dada, e a esperança nunca vem com a parte destinada.Vem, somente pelo outro e com o outro ela se vai.
E ela foi.

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