sábado, 8 de janeiro de 2011

Ilusão


O que procuramos?Passamos grande parte da vida em busca da ilusão, a concretude de desejos criados em nosso mais profundo intimo e que materialmente correpondam aquilo que buscamos.
Nossa insatisfação com o outro, nasce de nossas próprias apreensões sobre o que nos ensinam e nos pedem à buscar e esperar.Eternamente insatisfeitos e afeitos da opinião dos outros.
A crueza da própria condição humana nos diz repetidas e falsas vezes que a ilusão é a persecução do sucesso e da garantia da felicidade.Estamos envoltos da magia da criação da mente e a ilusão afaga as dores de saber que a perfeição é uma palavra posta no dicionário, para que nos convença de que ela existe.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Guardar e não dizer.

Agente vai tanto tempo guardando
coisas boas a se dizer.
Achando que é desnecessário
ou que haverá outra oportunidade
de se dizer
Por outras vezes;
agente passa o tempo todo
dizendo bobeiras, frases toscas e vazias
Compondo no tempo que sobra coisas que
necessariamente não fariam
muito sentido dizer.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Desesperança

Prefiro trocar a esperança.
Por todas as ações concretas.
Assim, como a neblina que se esvai
Assim é a vida e a dignidade, postas de lado.

A esperança é só um meio para amortecer
a própria natureza morta da fome, da
ilusão, tristeza, miséria, esquecimento.

Frígida e impiedosa.
Um conta gotas que não mata a sede
Uma bateria fraca num relógio
de um tempo que não passa.

Veja!Não quero tê-la, quero fazê-la.
Esperança não nos salvais!

Um bom ano!

Inicio este ano, com projetos para mim e para o mundo.Com expectativas para o novo e para o surreal, construindo, aos poucos o melhor de nossas esperanças e desvendando os mistérios de nossas ações e pensamentos.
Será um ano, dividido e mutilado com pouco tempo e grandes coisas, será conflituoso e também calmo.Desejo apenas estar eternamente grata pelo hoje e fazer dele o melhor possível!Paz e luz!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Adeus.

Ao invés de gastar todas as flores em coroas pelos mortos,
Gostaria de dar a todos aqueles que sofreram
Ao invés de derramar lágrimas por aqueles que partiram,
Permitiria-me transformá-las em gozo por tudo que vivemos
Ao invés de recompor os vazios, lá os deixaria
E os silêncios, agradeceria
Deixaria-me saber quem sou e relembrar o que fomos, ou seremos
As preces guardaria, e ao invés de, lhe transformaria em poemas
A falta e a saudade daria a qualquer um na forma de um abraço
Para os corações entrelaçados decidirem o quão baterão mais rápido
E para a dor
Esta não remediaria a sentiria intensamente; não como masoquista
Mas como quem sabe que de toda dor se brota um amor.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Começo, meio ordinário e fim.

O fim não é o mesmo.
Todos os dias são finitos e
todos os anos infinitos.
Na nossa cabeça, existe um tempo.
Já em nosso corpo e nossa alma um outro.

Todo começo é prazeiroso,ou
descontrolado, ao menos.
Não se tem certeza de como será o amanhã.
Mas, há a espera de que ele virá.

O meio monótono, ou ordinário.
Ah! Este não tem boas impressões, boas definições é tão do mesmo sempre.
É tão compreeensivel por mim, por ti,
pelo teu pai, pela tua história.

Já o fim é a única certeza.
E nefasto vir a ser.Para alguns uma redenção.
Como se isso houvesse.
Para outros um desespero como se não fosse inato
A todo ser humano.
No fundo as incertezas é que nos movem.

O previsivel é tão bom e tão ruim,
Mas nos mantém adstritos ao mesmo sentimento.
No fundo o começo e o fim são as fontes
de renovação boas ou não
Mas certas e definitivas
Virão, serão, passarão e não deixaram de ser
o Mesmo sempre.

Toda espera

Todos nós estamos a espera
de alguma coisa
de um amor que nos roube o fôlego
de uma resposta para alguma inquietude
de uma salvação num momento de dor
de liberdade para a opressão

Viver as vezes,
está condicionado à uma espera
uma passagem de tempo
de tempo para o tempo
de estar apto a viver.

Viver não pode ser esperar
mas também, não é apenas fazer
ação e omissão.
A simbiose das duas
nos deixam a espera, ou
o atropelamento das etapas
Que etapas?
O hoje, ontem, amanhã o talvez
Só nos é dado escolher poucas vezes
mas esperar nos é imposto a toda hora.