terça-feira, 5 de julho de 2011
Ele doente, ela doente.
Ela se mexia, se revirava todas as noites, aguardava por ele.Ansiava se livrar por esse tipo de tormento; já havia feito todo tipo de promessa.Agonizava e implorava a quem ouvisse que isso logo acabasse.
Ele por sua vez chegava sempre do mesmo jeito,lá pelas tantas, acabado, outro, fatigado, consumido pelo alcool, desconexo, vergonhoso, desabido.
Ela sempre remoia o assunto, no dia seguinte e seguinte. E assim, passaram alguns anos, rugas avincaram em seu rosto, seu conformismo e impotência já havia se tornado imperiosos, não havia tido trégua alguma, naquele estilo de vida dele.Um dia porém, após uma desgraça, um acidente, uma quase morte, uma chance de se acabar de vez, ele resolvera que era hora de se tratar.Hora de estabelecer uma regra em sua vida.Ela mais que feliz, como um sonho juvenil se agarrara a essa felicidade.Livre de preocupações, de dissabores, a ausência da angústia, do remexer todas as noites, da espera, agora era ela que adoecera.
Ele por sua vez chegava sempre do mesmo jeito,lá pelas tantas, acabado, outro, fatigado, consumido pelo alcool, desconexo, vergonhoso, desabido.
Ela sempre remoia o assunto, no dia seguinte e seguinte. E assim, passaram alguns anos, rugas avincaram em seu rosto, seu conformismo e impotência já havia se tornado imperiosos, não havia tido trégua alguma, naquele estilo de vida dele.Um dia porém, após uma desgraça, um acidente, uma quase morte, uma chance de se acabar de vez, ele resolvera que era hora de se tratar.Hora de estabelecer uma regra em sua vida.Ela mais que feliz, como um sonho juvenil se agarrara a essa felicidade.Livre de preocupações, de dissabores, a ausência da angústia, do remexer todas as noites, da espera, agora era ela que adoecera.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Ausência.
Talvez, seja ausência de sabor.
São dos goles de água do mar
Dos quase afogamentos.
Dos grilhões de sal e areia
que não foram sorvidos.
Desesperador e sufocante
deixar que a maré me empurre
Me jogue sobre meus próprios fracassos.
É a ausência de sentido.
Ausência do que se sabe.
Este mar, mostra-se impossivel
e irreparável.
Já estou dentro, sem me comandar,
sem responder aos meus impulsos
meus desejos
Só a ausência
Oco corpo, verniz é a minha face.
São dos goles de água do mar
Dos quase afogamentos.
Dos grilhões de sal e areia
que não foram sorvidos.
Desesperador e sufocante
deixar que a maré me empurre
Me jogue sobre meus próprios fracassos.
É a ausência de sentido.
Ausência do que se sabe.
Este mar, mostra-se impossivel
e irreparável.
Já estou dentro, sem me comandar,
sem responder aos meus impulsos
meus desejos
Só a ausência
Oco corpo, verniz é a minha face.
domingo, 5 de junho de 2011
Um dia,
Você chegará a conclusão.
De que poucas coisas importam,
Mas ai,
Já não mais poderá tê-las.
Serão restos.
De algumas lembranças.
Um dia,
Você vai dizer a si mesmo.
O quão foi tolo.
Por se prender, a coisas materiais.
E perceber.
Que as boas coisas,
Nunca são perceptíveis aos nossos olhos.
São vistas como banais e triviais.
Ai será tarde.
Porque não vai tê-las mais.
Só na morte se entende.
Que só haja razão na morte.
Porque se entende a vida.
Você chegará a conclusão.
De que poucas coisas importam,
Mas ai,
Já não mais poderá tê-las.
Serão restos.
De algumas lembranças.
Um dia,
Você vai dizer a si mesmo.
O quão foi tolo.
Por se prender, a coisas materiais.
E perceber.
Que as boas coisas,
Nunca são perceptíveis aos nossos olhos.
São vistas como banais e triviais.
Ai será tarde.
Porque não vai tê-las mais.
Só na morte se entende.
Que só haja razão na morte.
Porque se entende a vida.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Eu quero uma concha.
Uma casca inquebrantável.
Eu quero que me levem a sério.
Não quero tom jocoso.
Nem de desprezo.
Não aceito, também,
A indiferença.
Afinal, estar aqui.
Me faz ouvir;quer dizer
Que quero me apresentar.
E dizer que.
Mesmo me protegendo.
Me mantenho resistente.
Na minha casca.
No meu mundo.
A insegurança não
Está no não.
Está pelo equivoco em tentar,
Me enquadrar numa
Coisa que soa
Um status burocrático.
Uma casca inquebrantável.
Eu quero que me levem a sério.
Não quero tom jocoso.
Nem de desprezo.
Não aceito, também,
A indiferença.
Afinal, estar aqui.
Me faz ouvir;quer dizer
Que quero me apresentar.
E dizer que.
Mesmo me protegendo.
Me mantenho resistente.
Na minha casca.
No meu mundo.
A insegurança não
Está no não.
Está pelo equivoco em tentar,
Me enquadrar numa
Coisa que soa
Um status burocrático.
sábado, 14 de maio de 2011
Nosso fosso e a corda.
Eu sempre estive na corda bamba com você.
Abaixo de nós, há apenas um fosso.
Uma queda pode ser irreparável,
Ou pode ser nossa salvação.
Mais que bamba, a corda.
São meus pensamentos e passos,
Tão comedidos às vezes,
E tantos outros afobados.
Irrefreável é a escolha.
Uma vez, sob o fosso, ou se aceita
Que deveremos caminhar adiante,
Ou estancar e esperar pelo cansaço
E medo para que se apossem, e então,
Fatalmente cair de cabeça.
Não sei qual a melhor decisão
Estou andando, devagar,
Com receio, e desejo.
Não é certo o resultado.
Porém estou firme
Acreditando na corda,
No fosso, em você.
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