segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Não posso me contentar
de que a dor é diferente,
que existem tons.
Gradações da mesma solidão.
Não são diversos.
A dor é uma unidade
E como toda unidade; formada por
micro cosmos.
Cada um lhe agrega um pouco
menos e mais
acentua e alivia
A dor é renunciavel
ou convivente.
Deixo habitar em mim aqui,
sem nunca abandonar,
meus dias
minha consciência
a dor é toda uma só
Só, permitir viver dela é que é diferente.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Se escreve sobre o amor
porque é o que se anseia
e se espera.
Dos gratos aos infelizes
o mesmo tema se revolve
e até sem graça fica.
Pois niguém sabe
nem o viu,
está ai, a procura
como quem acredita
em anjos, sonha em vê-los
mas só pode dizer
que eles existem.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Meus agradecimentos.

Em especial nesse ano eu agradeceria por muitas coisas que aconteceram, boas ou más, cada qual com sua razão de ser, ou não...
Caro, amigo, porque se você passa por aqui e lê minhas simplórias poesias e pitacos,divide minhas dores e desejos, como meus amigos... Assim merece meu agradecimento e o desejo de que seja especial 2012, que haja luz, paz, amor e tudo de bom em sua vida!

Que se tenha troca!
Beijo e é isso ai!

Dias vindos, idos.

Posso dizer que são dias idos,
pode ser que eu tenha mais um ano vindo.
Já estou mais velha, mais gasta,
posso acrescentar mais quatro estações a minha vida.
Dias de sol e noite de lua.
Das voltas e medos,
das conversas travadas e inacabadas,
A nostalgia me envolve
fica a espera, o desejo de dar certo.
Alegria que conto e anseio,
Trezentos e poucos, tantos dias.
Poderei dizer, que, assim, brevemente
nesse dia,estarei remoendo,acrescendo,
me despedindo de mais um ano,
de mais um estar. Esgota-se hoje
Te espero logo, ano que vem.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Buraco no coração.

No lugar do meu coração tem um buraco.
Onde posso colocar, como numa cesta,
tudo que desejar.
No entanto, só cabem levezas,
sutilezas, ele não comporta
A brutalidade, peso da vida.

Buraco das trivilalidades,
você poderia chamar,
preenchê-lo é fácil,
não requer acuidade, ou embaraço.

É só pôr e repôr,
tem que se manter,
assim como coisas banais,
em minutos há um buraco farto.

O peso da vida eu não quero,
ou ao menos, disseram que não valia a pena
que se tem pouco tempo;
para optar
se, se quer uma cesta
ou um poço de barro
que suporta e é escuro,
e deixa lá os pesares da vida.

Eu tenho um buraco,
que apesar de cheio está vazio,
eu não tenho um poço,
e apesar disso,
sinto como se tivesse.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Se faltassem flores, não haveria primavera.
Se faltassem, ruas faltariam caminhos.
Se faltassem medos, existiria a certeza.
Se faltassem sorrisos, seria pobre.
Se faltassem sonhos, já teria me suicidado.
Se falatsse poesia, sequer existiria vida.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Zur Lu.

Amor não tem prazo ou data de inicio e fim, de repente, acontece, te acomete e impera na sua vida...Conto da nossa ligação terrena, no mesmo dia de hoje há três anos atrás, tinha sol, tinha lua, tinha amor, tinha paz, mas com a sua vinda, tudo mais melhorou...Hoje é a repetição da data, repetição da vida, que sorte a minha do nosso encontro...

Zur Lu, mein Neffe, mit Leben!