sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Desejo.

Crave os dentes no seu desejo
Com voracidade
descubra os imperativos
deste sufocante desconhecido.

Não se isente de
cautelosamente esquecer
as ponderações e esgarçar
com toda força o
teu corpo preparado
para o gozo futuro.

Agarrarás em nome do
racional e divagará
sobre o irracional
O imaterial se consubstanciará
E dará a ti
o melhor de si.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pó?

Do pó nascestes?
E ao pó não voltarás
porque não há vida ou morte
que se justifique pelas metáforas
ou pelas transcrições metafisicas

Há apenas o sopro dos encontros
acertos e desacertos de tempo
desejos, emoções e fatalidades

Há apenas a motriz
dos elementos, das misturas
as nuanças de existência
e persistência
Não voltarás ao pó, porque isso
não é da natureza humana.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ela, ele, uma estória?

Ali estiveste tu,
Dizendo a ele, para não partir,
E ele, a você implorando para não dizer.
Declaraste a ele seu amor
E seus votos de eternidade.
Suprema felicidade num balançar dos corpos.

Ele a ouviu, assentiu,
Mas não preservou o que você viu,
As palavras o oprimiram,
Arrebatou-lhe o coração e a razão...
Não seria pedir ou desejar demais?
Não seria poder dar menos?

Ai, sobrou nós,
Eu vi só de longe,
Ou de perto?Como ouvinte?
Como pulso?
Como um estranho?

Não é a mera estória de alguém
Nem fruto de imaginação
É só mera repetição de um conto
Infeliz; de banca de jornal.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Num caos do próprio coração
Eu, estou estraçalhada
Num redemoinho das próprias escolhas
Experiências incertas

Num caos com o próprio amor de si e
Para si, onde não há saída
Um afogar dos desejos
E desesperos nas palavras

Nas entrelinhas da própria razão
Cá estou a descrever
Um só e solene momento
Que está à espera dos que se repetirão
O descontinuo da própria vida

Uma espera pelo acerto
Ou pelo erro
Uma certeza de espera
E com ela as dores e amores que virão
Aguardando estou

sábado, 8 de janeiro de 2011

Ilusão


O que procuramos?Passamos grande parte da vida em busca da ilusão, a concretude de desejos criados em nosso mais profundo intimo e que materialmente correpondam aquilo que buscamos.
Nossa insatisfação com o outro, nasce de nossas próprias apreensões sobre o que nos ensinam e nos pedem à buscar e esperar.Eternamente insatisfeitos e afeitos da opinião dos outros.
A crueza da própria condição humana nos diz repetidas e falsas vezes que a ilusão é a persecução do sucesso e da garantia da felicidade.Estamos envoltos da magia da criação da mente e a ilusão afaga as dores de saber que a perfeição é uma palavra posta no dicionário, para que nos convença de que ela existe.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Guardar e não dizer.

Agente vai tanto tempo guardando
coisas boas a se dizer.
Achando que é desnecessário
ou que haverá outra oportunidade
de se dizer
Por outras vezes;
agente passa o tempo todo
dizendo bobeiras, frases toscas e vazias
Compondo no tempo que sobra coisas que
necessariamente não fariam
muito sentido dizer.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Desesperança

Prefiro trocar a esperança.
Por todas as ações concretas.
Assim, como a neblina que se esvai
Assim é a vida e a dignidade, postas de lado.

A esperança é só um meio para amortecer
a própria natureza morta da fome, da
ilusão, tristeza, miséria, esquecimento.

Frígida e impiedosa.
Um conta gotas que não mata a sede
Uma bateria fraca num relógio
de um tempo que não passa.

Veja!Não quero tê-la, quero fazê-la.
Esperança não nos salvais!

Um bom ano!

Inicio este ano, com projetos para mim e para o mundo.Com expectativas para o novo e para o surreal, construindo, aos poucos o melhor de nossas esperanças e desvendando os mistérios de nossas ações e pensamentos.
Será um ano, dividido e mutilado com pouco tempo e grandes coisas, será conflituoso e também calmo.Desejo apenas estar eternamente grata pelo hoje e fazer dele o melhor possível!Paz e luz!