Não te conhecia, ouvia sobre você, sempre arredia quanto ao que pensar sobre você, quando lhe visse.Ou, se já o houvesse visto e não sabia.Quem sabe nesse tempo, eu formataria teu rosto, tuas marcas, teus saberes, seus sulcos pelo tempo.
Quem sabe eu nem te encontrasse; só é certo, que te imaginava sem saber o porque.
Nossa mente cria ficções para nos livrar da própria vida,cria obras primas para continuar amando o perfume das flores, o vento que nos arrepia e continuar a nos obrigar a nos auto-abraçar.
Não foi longa a espera, porque, que são anos na vida, que são dias um segundo de inspiração e expiração pela espera daquilo que não se vê, não se presume, não se toma para si.
Eu esperei com isso justificar e descrever o tempo, a ausência, a esperança famélica que habita em mim, na espera de que um dia, nosso encontro, seja de fato, como uma tempestade em nossas vidas.
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