sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Preciso tirar essa opressão do peito.
Em paz, tomar as rédeas da minha vida.
Descansar do tempo ou da falta deste.
Um suspiro, um afago, não há outra chance.

Espero ter tempo, ter o que desejo.
Ou não ter nenhum dos dois, e assim
saber viver.

Desejo não continuar, não recomeçar.
Deixar me surpreender.Ver a magia.
A beleza desse momento.
Sem me comprometer com o que me pedem.
Que me mandam, comprometer com o tempo.

Que sejam bem aventurados.
Os que leem, que amam, que perdoam, que ouvem.
Mas ainda mais os que toleram, os que abraçam.
Os que resistem a fraqueza do viver.

A todos não resta muito o que fazer.
Apenas acreditar que essa opressão irá acabar.
Que haverá todo tempo que houver.
Me deem a razão para que eu dê o amor.
Me deem aquilo que peço para guardar comigo.
Não deem nada e tudo aquilo que posso.
Que sejam credulos os que vivem.

2 comentários:

  1. Que bom que retornaste,minha RUIVA cheia de Neuras. Sabes que sou apaixonado por ti, tua poesia e escritos. Como dói me privar disto, por menor que seja o tempo. Beijos.

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  2. Querido Omar, agradeço que sempre me acompahe!
    beijo.

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