Dos olhos dela eu vi.
Li através deles.
Conheci das pequeninas mãos.
O que as minhas não podem produzir.
Num espirito jovem e corpo decadente.
Eu vi, não com os olhos com a alma.
O espírito ansioso de verdade.
Tempo, idade, chagas.
E o corpo decadente sedento de amor.
De novo, eu não vi.
As suas mãos já me pegaram.
Apertaram, é o tempo passou.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Ninguém
Os anarquistas já morreram.
Suas lembranças outrora vívidas.
Hoje insípidas.
Insólitas.
Ninguém se importa,
Ninguém luta, ninguém ama.
Ninguém se encanta.
A minha luta é viver,
Quem vive?
A minha opressão está em ser.
Está na tua anarquia.
Está em ninguém abrir a mão
E dar a alma.
Está em passar
E apenas sobreviver.
Suas lembranças outrora vívidas.
Hoje insípidas.
Insólitas.
Ninguém se importa,
Ninguém luta, ninguém ama.
Ninguém se encanta.
A minha luta é viver,
Quem vive?
A minha opressão está em ser.
Está na tua anarquia.
Está em ninguém abrir a mão
E dar a alma.
Está em passar
E apenas sobreviver.
Devoro.
Das rosas eu devorei um caminho.
Devorei a esperança e a cor delas.
Como quem espera muito, recebi pouco
Me acalento com os resquícios de sombras.
Me acalento com a sua prematura partida.
Eu quero rosas, não as tenho.
Devoro como se fosse carne humana.
Devoro como se a minha face jamais envelhecesse.
Disparo contra elas a minha ira.
Minha melancolia, e a incerteza.
Porque as minhas rosas.
Devoro faminta.
Devorei a esperança e a cor delas.
Como quem espera muito, recebi pouco
Me acalento com os resquícios de sombras.
Me acalento com a sua prematura partida.
Eu quero rosas, não as tenho.
Devoro como se fosse carne humana.
Devoro como se a minha face jamais envelhecesse.
Disparo contra elas a minha ira.
Minha melancolia, e a incerteza.
Porque as minhas rosas.
Devoro faminta.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Teu, meu.
Não posso me trair.
Dar-te-ei minha alegria.
Mas não pode ser para sempre.
Não posso te trair.
Te levarei comigo sempre e sempre.
Por mais que eu fuja, me esconda.
Dar-te-ei minha alegria.
Não posso, e não devo me esquecer.
Que quem muito escolhe deixa perecer.
Quem muito não vê, não vive.
Quem muito se trai, não dá alegria alguma.
Senão apenas sua própria traição.
Dar-te-ei minha alegria.
Mas não pode ser para sempre.
Não posso te trair.
Te levarei comigo sempre e sempre.
Por mais que eu fuja, me esconda.
Dar-te-ei minha alegria.
Não posso, e não devo me esquecer.
Que quem muito escolhe deixa perecer.
Quem muito não vê, não vive.
Quem muito se trai, não dá alegria alguma.
Senão apenas sua própria traição.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Quanto ao teu.
Quanto mais se vive, menos se há para viver.
Quanto mais se busca, menos se encontra.
Quanto mais se pensa, menos se sente.
Quanto mais se ama, mais finito se é.
As minhas lágrimas já secaram, meus sonhos ruiram.
As minhas tristezas, assim como a minha alegria já passou.
As minhas esperanças são como as rosas, exalam mas murcham.
Nascem, mas já trazem em si sua própria defesa.
Quanto mais se tem espinhos, mais eu me sufoco.
Quanto mais não sei, mais eu sei.
Quanto mais eu acredito, menos se pode ver.
Senti que os espinhos, não são meus.
São teus, já nasci protegida da tua ira.
Já nasci pronta para te amar.
Amar, por ora.
É enxugar as lágrimas.
É esquecer os teus espinhos.
Quanto mais se busca, menos se encontra.
Quanto mais se pensa, menos se sente.
Quanto mais se ama, mais finito se é.
As minhas lágrimas já secaram, meus sonhos ruiram.
As minhas tristezas, assim como a minha alegria já passou.
As minhas esperanças são como as rosas, exalam mas murcham.
Nascem, mas já trazem em si sua própria defesa.
Quanto mais se tem espinhos, mais eu me sufoco.
Quanto mais não sei, mais eu sei.
Quanto mais eu acredito, menos se pode ver.
Senti que os espinhos, não são meus.
São teus, já nasci protegida da tua ira.
Já nasci pronta para te amar.
Amar, por ora.
É enxugar as lágrimas.
É esquecer os teus espinhos.
sábado, 18 de julho de 2009
passsagem
Um dia disseram a ela que sim.mas na verdade era não.
Ontem contaram que talvez.
Certeza?Que vai?Ou a que fica?
Passageira é a vida, doce a lembrança.
Certeza fincada.Dúvida esparça.
Um dia disseram a ele que não
mas na verdade era sim.
Corre, sopra.
De nada se tem, pouco detém.
Assim vai, esvai, evapora.
Passa e eu não sei.
Mas a ela disseram sim e a ele não
Que importa?
Tudo é passageiro, assim vai.
Vai.Voa, corre de encontro.
Abraça, aperta.
Só uma vez se vai.
No final.
Quem sabe?
sexta-feira, 17 de julho de 2009
A mim

Pequena pare!Não queira ir!
Eu pensei que pudesse sem ti, mas não.
Pergunto-me onde tu quererá ir sem mim.
Para onde vais quando não estás comigo?
Por que não estás em mim? Por que não estás aqui?
O plano inferior é quieto, branco, infértil.
Em se plantando nada dá. O jardim já não existe.
Somos terra e húmus.
Eu me afogo neste lugar estranho e lento.Estéril.
Fique, sem ti não broto, não colho, não durmo.
Sem mim, morte.
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