domingo, 28 de agosto de 2011

O ciume é uma brasa.
Parece que não dará em nada.
Devagar e torturante.
Assim se parecem.
Alimentado pelo desejo.
pelo devaneio.

Te consome e cozinha
lentamente, trucidando de cada parte
e aos poucos dosando
O seu desamor.

A tua posse te corrompe
e transborda no seu objeto.
Que um dia foi amado.
O ciume é uma dor pública.
Um dever compartlhado.

Se é estranho ter essa brasa
e se deixar consumir.
se acabar,se perder.
e de fato possuir o
que lhe pertence privaivamente.
Não o fogo da paixão e do amor,
mas a loucura.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Eu não te conhecia.

Não te conhecia, ouvia sobre você, sempre arredia quanto ao que pensar sobre você, quando lhe visse.Ou, se já o houvesse visto e não sabia.Quem sabe nesse tempo, eu formataria teu rosto, tuas marcas, teus saberes, seus sulcos pelo tempo.
Quem sabe eu nem te encontrasse; só é certo, que te imaginava sem saber o porque.
Nossa mente cria ficções para nos livrar da própria vida,cria obras primas para continuar amando o perfume das flores, o vento que nos arrepia e continuar a nos obrigar a nos auto-abraçar.
Não foi longa a espera, porque, que são anos na vida, que são dias um segundo de inspiração e expiração pela espera daquilo que não se vê, não se presume, não se toma para si.
Eu esperei com isso justificar e descrever o tempo, a ausência, a esperança famélica que habita em mim, na espera de que um dia, nosso encontro, seja de fato, como uma tempestade em nossas vidas.
Preciso tirar essa opressão do peito.
Em paz, tomar as rédeas da minha vida.
Descansar do tempo ou da falta deste.
Um suspiro, um afago, não há outra chance.

Espero ter tempo, ter o que desejo.
Ou não ter nenhum dos dois, e assim
saber viver.

Desejo não continuar, não recomeçar.
Deixar me surpreender.Ver a magia.
A beleza desse momento.
Sem me comprometer com o que me pedem.
Que me mandam, comprometer com o tempo.

Que sejam bem aventurados.
Os que leem, que amam, que perdoam, que ouvem.
Mas ainda mais os que toleram, os que abraçam.
Os que resistem a fraqueza do viver.

A todos não resta muito o que fazer.
Apenas acreditar que essa opressão irá acabar.
Que haverá todo tempo que houver.
Me deem a razão para que eu dê o amor.
Me deem aquilo que peço para guardar comigo.
Não deem nada e tudo aquilo que posso.
Que sejam credulos os que vivem.