domingo, 31 de janeiro de 2010

esvair

Me deixe esvaziar esta vida;
quero que escorra por entre as sortes..
deixe esvaziar este coração, de crenças e amores..
que no choro eu afogue as minhas tristezas.
que eu esvazie a minha cabeça
de coisas inóspitas e obsoletas.
que se desfaça este mistério
que nos envolve constantemente.
que ele parta
e eu esqueça
que se vá .

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Palanque da vida

Eu, sempre esperei que a revolução justificasse minhas ideias contraditas e utópicas; nas alamedas da vida, achei que a revolução por si só, estoraria e me colocaria onde sempre almejei, no centro, a frente, atrás, de canto em qualquer palanque da vida.
Eu, esperei e nada.
Eu, e agora isso.
Tomo a vida como alguém que sempre sufoca no futuro a chance de realização que num presente ou passado, foram sufocadas pelas então, e já esperadas ideias e sensações futuras, que quando advindas em um novo presente tornam-se ideias imediatamente absurdas, obsoletas.
Eu, assim, justifiquei o que não se justifica.
A vida.
No fundo, todas as minhas ideias buscaram um caminho ao qual não possui caminho ou resposta, não porque não hajam ideias e vontades da alma, mas simplesmente porque na antitese da vida e da esperança do futuro; o dicionário não tenha nenhuma justificativa ou significado para aquilo que é.
A vida, a ideia. É!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ó pai, ó mãe, ó povo!

Ó pai perdoa as minhas atitudes,
perdoa meu coração e minha boca.

Mãe querida esqueça as minhas travessuras,
minhas bobagens juvenis.

Ó senhor perdoe minha rudez.
Senhor senil, esqueça minha inexatidão.

Mas não posso deixar de ser,
de escrever e comigo,
deixar as minhas tolas
e desperadas vontades de viver sumir.

Morro pelo que acredito,
defendo a sua escolha,
e desejo a mim apenas acreditar.
E não titubear ao defender você.

Pai, mãe, senhor, povo.
Sou o que quiser.
Por você e pra você o perdão não existe.
Afinal na defesa.
Eu não escolho.
Mato e morro.
Morro e mato.

São credos.

E ela, faminta e sedenta

Não foi lhe dado alma alguma.
A ela apenas um pedaço de vida, uma sobra de esperança.Não sua; dos outros, famigerada e sedenta.
Na sua melancólica parte de uma esperança, era possivel ver, não a ela, mas a fome, a sede.Sua sorte não ter alma.
Porque ninguém se rende há um céu ou um inferno.Aceita-se apenas a parte de vida que lhe foi entendida.
Faminta ou sedenta dizem que é vida, mesmo que a esperança não tenha razão ou finalidade alguma.
Mas de que adianta?Não é o todo mas a parte que lhe foi dada, e a esperança nunca vem com a parte destinada.Vem, somente pelo outro e com o outro ela se vai.
E ela foi.

2010!

Dado o meu justificado sumiço, resolvi retornar ao blog...
São justificativas inóquas dado o fato que poucas pessoas, senão nenhuma leem essa "coisa".
Mas justifico ao meu amigo imaginário e esquizofrênico ou um alter ego melancólico meu!

é isso
Wilkommen Leuten!