quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Blogagem Coletiva pela descriminalização e legalização do aborto.


Quero dizer, antes de qualquer coisa, que a intenção desse post é aventar para aqueles que me leem, ou que eventualmente apareçam por aqui, sobre um assunto tão importante e tão pouco debatido, haja vista, o conflito entre diversos setores políticos, sociais, culturais.
Não vão tomar muito tempo discorrendo sobre o tema, afinal, não sou estudiosa ou conhecedora a fundo do tema, o que me faz apenas manifestar a respeito da descriminalização e legalização do aborto, não é o fato de ser mulher, feminista, amiga, ser pensante, apenas.
Aquilo que me faz, querer abordar esse tema vai muito além do foro intimo e moral, que muitas vezes é utilizado para justificar a não legalização do aborto, com afirmações do gênero: " estaremos permitindo o homicidio de fetos", "existem meios de evitar um gravidez", "Isso é pecado"...
A questão em si é que não podemos fechar os olhos para uma realidade cruel para as mulheres que optam por fazer o aborto clandestino, sim é dessa que falamos, afinal a opção de abortar seja ela de forma clandestina como é o caso do Brasil, ou de forma legal, como na Suiça continua sendo ainda, da mulher, ou seja, descriminalizando ou não a opção por fazê-lo é da mulher.A questão é que preferimos não ver, a ter que ver, a escolha aberta de uma mulher que opta por fazer o aborto.Nesse caso ainda, percebam que a escolha moral é que ao final vai fazer com que uma mulher escolha vai abortar ou não.
Dentro desse contexto, não podemos deixar que mulheres morram, por causa de procedimentos pouco confiáveis, ou que carreguem sequelas por causa desses mesmos procedimentos, não podemos deixar que se perpetue a morte de mulheres por causa de tais procedimentos.Não faço apologia por abortar, faço apologia para que as mulheres possam com segurança escolher se desejam ter um filho ou não, faço apologia, para que as crianças que nasçam tenham uma familia, com condições, financeiras, psicológicas, sociais, para dar-lhes uma vida digna, faço apologia para que haja vida digna para as mulheres que abortem ou não, e sim, isso é apologia pela vida.
Criminalizar e marginalizar entregando a própria sorte as mulheres que abortam é concordar com a morte, abandono, enfim é fechar para os olhos daquilo que não se pode evitar: A dor.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

30 livros.

Bem, está rolando essa pequena maratona de 30 livros para 30 dias, cada um especifico a algo que tenha despertado nesta leitora, não li tantos livros assim, mas olho para as listas dos blogs que leio e me deu uma vontade de mesmo, não ter lido tantos livros assim; fazer parte do desafio.

Mesmo sem tempo vou tentar dar conta do desafio, não poderei postar todos os dias...Mas vamos a ele:

Dia 01 — O livro mais querido de todos os tempos
Dia 02 — Um livro de que você não gosta
Dia 03 — O livro favorito da sua infância
Dia 04 — O primeiro livro que lhe fez chorar
Dia 05 — Um livro que lhe faz sorrir
Dia 06 — Um livro do seu autor favorito
Dia 07 — Um livro que você odiou mas teve que ler para a escola
Dia 08 — O livro mais assustador que você já leu
Dia 09 — O livro mais triste que você já leu
Dia 10 — O clássico favorito
Dia 11 — O livro favorito com animais
Dia 12 — O livro favorito de ficção científica
Dia 13 — Um livro que te faz lembrar de alguma coisa, um dia
Dia 14 — Um livro que te faz lembrar de alguém
Dia 15 — O livro favorito dos feriados e folgas
Dia 16 — O livro favorito que virou filme
Dia 17 — Um livro que é um prazer culpado
Dia 18 — Um livro que ninguém esperaria que você gostasse
Dia 19 — O livro de não ficção favorito
Dia 20 — O último livro que você leu
Dia 21 — O melhor livro que você leu este ano
Dia 22 — Livro favorito você teve que ler para a escola
Dia 23 — O livro que você leu mais vezes durante toda a vida
Dia 24 — Sua série de livros favorita
Dia 25 — Um livro que você odiava mas agora ama
Dia 26 — Um livro que lhe faz adormecer
Dia 27 — A história de amor favorita
Dia 28 — Um livro que você pode citar de cor
Dia 29 — Um livro que alguém leu pra você
Dia 30 — Um livro você ainda não leu mas quer ler.

Tô indo, vamos ver no que dá!
ps: Assim como não há nada de definitivo na vida, certamente alguns livros me deixarão com um pequenino sofrimento, sorte que a cada tempo as coisas mudam, essa mudança esse movimento é que faz essa lista não ser eterna, mas querida.

sábado, 17 de setembro de 2011

De acordo com o mundo.
Precisarei partir
sem deixar bagagens
sequer lembranças
começar no fim
e no fim acabar.

Não haverá mais um só lamento
sequer desejo.
finda esta parte
me toca a dor
de não saber;
que hoje,
a vida já é tarde

Como o medo se
possui
dou-te esse verso
para que rumine
e sobreviva
a natureza de pensar
de sentir e gozar
que já pode ser tarde
ser finito
e disso não tenho medo.
Medo; há de deixar
que haja o teu adeus.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Remendos
de frases
conto histórias
em partes
porque
não sei nada sobre
o concreto
o real,
só sei,
fragmentos
e isso
é um pensar
em tempos.

domingo, 28 de agosto de 2011

O ciume é uma brasa.
Parece que não dará em nada.
Devagar e torturante.
Assim se parecem.
Alimentado pelo desejo.
pelo devaneio.

Te consome e cozinha
lentamente, trucidando de cada parte
e aos poucos dosando
O seu desamor.

A tua posse te corrompe
e transborda no seu objeto.
Que um dia foi amado.
O ciume é uma dor pública.
Um dever compartlhado.

Se é estranho ter essa brasa
e se deixar consumir.
se acabar,se perder.
e de fato possuir o
que lhe pertence privaivamente.
Não o fogo da paixão e do amor,
mas a loucura.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Eu não te conhecia.

Não te conhecia, ouvia sobre você, sempre arredia quanto ao que pensar sobre você, quando lhe visse.Ou, se já o houvesse visto e não sabia.Quem sabe nesse tempo, eu formataria teu rosto, tuas marcas, teus saberes, seus sulcos pelo tempo.
Quem sabe eu nem te encontrasse; só é certo, que te imaginava sem saber o porque.
Nossa mente cria ficções para nos livrar da própria vida,cria obras primas para continuar amando o perfume das flores, o vento que nos arrepia e continuar a nos obrigar a nos auto-abraçar.
Não foi longa a espera, porque, que são anos na vida, que são dias um segundo de inspiração e expiração pela espera daquilo que não se vê, não se presume, não se toma para si.
Eu esperei com isso justificar e descrever o tempo, a ausência, a esperança famélica que habita em mim, na espera de que um dia, nosso encontro, seja de fato, como uma tempestade em nossas vidas.
Preciso tirar essa opressão do peito.
Em paz, tomar as rédeas da minha vida.
Descansar do tempo ou da falta deste.
Um suspiro, um afago, não há outra chance.

Espero ter tempo, ter o que desejo.
Ou não ter nenhum dos dois, e assim
saber viver.

Desejo não continuar, não recomeçar.
Deixar me surpreender.Ver a magia.
A beleza desse momento.
Sem me comprometer com o que me pedem.
Que me mandam, comprometer com o tempo.

Que sejam bem aventurados.
Os que leem, que amam, que perdoam, que ouvem.
Mas ainda mais os que toleram, os que abraçam.
Os que resistem a fraqueza do viver.

A todos não resta muito o que fazer.
Apenas acreditar que essa opressão irá acabar.
Que haverá todo tempo que houver.
Me deem a razão para que eu dê o amor.
Me deem aquilo que peço para guardar comigo.
Não deem nada e tudo aquilo que posso.
Que sejam credulos os que vivem.