Remendos
de frases
conto histórias
em partes
porque
não sei nada sobre
o concreto
o real,
só sei,
fragmentos
e isso
é um pensar
em tempos.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
O ciume é uma brasa.
Parece que não dará em nada.
Devagar e torturante.
Assim se parecem.
Alimentado pelo desejo.
pelo devaneio.
Te consome e cozinha
lentamente, trucidando de cada parte
e aos poucos dosando
O seu desamor.
A tua posse te corrompe
e transborda no seu objeto.
Que um dia foi amado.
O ciume é uma dor pública.
Um dever compartlhado.
Se é estranho ter essa brasa
e se deixar consumir.
se acabar,se perder.
e de fato possuir o
que lhe pertence privaivamente.
Não o fogo da paixão e do amor,
mas a loucura.
Parece que não dará em nada.
Devagar e torturante.
Assim se parecem.
Alimentado pelo desejo.
pelo devaneio.
Te consome e cozinha
lentamente, trucidando de cada parte
e aos poucos dosando
O seu desamor.
A tua posse te corrompe
e transborda no seu objeto.
Que um dia foi amado.
O ciume é uma dor pública.
Um dever compartlhado.
Se é estranho ter essa brasa
e se deixar consumir.
se acabar,se perder.
e de fato possuir o
que lhe pertence privaivamente.
Não o fogo da paixão e do amor,
mas a loucura.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Eu não te conhecia.
Não te conhecia, ouvia sobre você, sempre arredia quanto ao que pensar sobre você, quando lhe visse.Ou, se já o houvesse visto e não sabia.Quem sabe nesse tempo, eu formataria teu rosto, tuas marcas, teus saberes, seus sulcos pelo tempo.
Quem sabe eu nem te encontrasse; só é certo, que te imaginava sem saber o porque.
Nossa mente cria ficções para nos livrar da própria vida,cria obras primas para continuar amando o perfume das flores, o vento que nos arrepia e continuar a nos obrigar a nos auto-abraçar.
Não foi longa a espera, porque, que são anos na vida, que são dias um segundo de inspiração e expiração pela espera daquilo que não se vê, não se presume, não se toma para si.
Eu esperei com isso justificar e descrever o tempo, a ausência, a esperança famélica que habita em mim, na espera de que um dia, nosso encontro, seja de fato, como uma tempestade em nossas vidas.
Quem sabe eu nem te encontrasse; só é certo, que te imaginava sem saber o porque.
Nossa mente cria ficções para nos livrar da própria vida,cria obras primas para continuar amando o perfume das flores, o vento que nos arrepia e continuar a nos obrigar a nos auto-abraçar.
Não foi longa a espera, porque, que são anos na vida, que são dias um segundo de inspiração e expiração pela espera daquilo que não se vê, não se presume, não se toma para si.
Eu esperei com isso justificar e descrever o tempo, a ausência, a esperança famélica que habita em mim, na espera de que um dia, nosso encontro, seja de fato, como uma tempestade em nossas vidas.
Preciso tirar essa opressão do peito.
Em paz, tomar as rédeas da minha vida.
Descansar do tempo ou da falta deste.
Um suspiro, um afago, não há outra chance.
Espero ter tempo, ter o que desejo.
Ou não ter nenhum dos dois, e assim
saber viver.
Desejo não continuar, não recomeçar.
Deixar me surpreender.Ver a magia.
A beleza desse momento.
Sem me comprometer com o que me pedem.
Que me mandam, comprometer com o tempo.
Que sejam bem aventurados.
Os que leem, que amam, que perdoam, que ouvem.
Mas ainda mais os que toleram, os que abraçam.
Os que resistem a fraqueza do viver.
A todos não resta muito o que fazer.
Apenas acreditar que essa opressão irá acabar.
Que haverá todo tempo que houver.
Me deem a razão para que eu dê o amor.
Me deem aquilo que peço para guardar comigo.
Não deem nada e tudo aquilo que posso.
Que sejam credulos os que vivem.
Em paz, tomar as rédeas da minha vida.
Descansar do tempo ou da falta deste.
Um suspiro, um afago, não há outra chance.
Espero ter tempo, ter o que desejo.
Ou não ter nenhum dos dois, e assim
saber viver.
Desejo não continuar, não recomeçar.
Deixar me surpreender.Ver a magia.
A beleza desse momento.
Sem me comprometer com o que me pedem.
Que me mandam, comprometer com o tempo.
Que sejam bem aventurados.
Os que leem, que amam, que perdoam, que ouvem.
Mas ainda mais os que toleram, os que abraçam.
Os que resistem a fraqueza do viver.
A todos não resta muito o que fazer.
Apenas acreditar que essa opressão irá acabar.
Que haverá todo tempo que houver.
Me deem a razão para que eu dê o amor.
Me deem aquilo que peço para guardar comigo.
Não deem nada e tudo aquilo que posso.
Que sejam credulos os que vivem.
sábado, 30 de julho de 2011
Verbo, ah, o verbo.
Eu tenho fascinio por verbos.
Desses que por si só se apresentam.
Daqueles que o sujeito é mero espectador.
Não posso deixar de dizer,
Que os defectivos são debochados,
que não se dobram quando não querem
Que deixam loucos os sujeitos.
Afinal, que podem ser os sujeitos
se não houverem os verbos.
Os verbos regulares, estes sempre pontuais
Chegam a ser maquinais, voam, dançam,
se escondem, se escrevem e inserem.
Quando se dá conta.
uma histtória já foi dita,
outra estória repassada,
um conto podado, um sonho retratado.
Nessa bagunça toda.
O verbo, ah, o verbo,
esse moleque, essa mulher, esse senil,
que desde que é mundo existe.
Ah, o verbo.
Nem mesmo eu sei dizer.
Desses que por si só se apresentam.
Daqueles que o sujeito é mero espectador.
Não posso deixar de dizer,
Que os defectivos são debochados,
que não se dobram quando não querem
Que deixam loucos os sujeitos.
Afinal, que podem ser os sujeitos
se não houverem os verbos.
Os verbos regulares, estes sempre pontuais
Chegam a ser maquinais, voam, dançam,
se escondem, se escrevem e inserem.
Quando se dá conta.
uma histtória já foi dita,
outra estória repassada,
um conto podado, um sonho retratado.
Nessa bagunça toda.
O verbo, ah, o verbo,
esse moleque, essa mulher, esse senil,
que desde que é mundo existe.
Ah, o verbo.
Nem mesmo eu sei dizer.
domingo, 24 de julho de 2011
Dois camaradas.
Conversavam como dois camaradas que a pouco descobriram que eram jovens.O mais velho desgostava de tudo.Da atual juventude, da ausência de luta, da apatia juvenil, de como todo mundo hoje em dia era "alienado".O mais novo, acalentava-o dizendo, que por eles, talvez, hoje todos pudessem ser o que quisessem.Uma liberdade virtual, mas quem sabe?O mundo sempre fora louco; não?Os dois relembravam-se dos tempos dificeis de luta estudantil, da felicidade perseguida, da vida na continua correria, no subsolo do mundo que se conformava, era assim.Lembravam-se e nostálgicos se abraçaram, despediram-se brevemente, como sempre, nos mais de 40 anos de amizade.O mais velho pegara um táxi, o mais novo um ônibus, o mais velho em casa chegara, o mais novo continuara acreditando que a liberdade, talvez, não seja como esperava, mas estava ai, com a mão no peito, um enfarte lhe tirou a esperança de uma liberdade diferente.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Não sabia.
Não sabia, não sabia, quando deixou de amá-lo.Na sua cabeça, aquilo deveria ser um amor eterno, haviam dito aos seus amigos e familias que era assim que pensavam, que se trata de amor, aquela festa, o branco, o brinde, o anel, a formalidade, aquilo era firmar e confirmar, de que amor ambos falavam.Mas agora, agora já não sabia.Onde?Quando?Como?Aquilo havia acontecido.Sua razão assim dizia que há pouco tempo, suas emoções sequer lhe permitiam desdizer a razão.Não sabia o que fazer...Romper, dizer adeus, afastar-se, já não sabia, afinal, quem podia pensar que aquilo aconteceria.Não, ela não sabia.Era tudo tão confuso, que nem sabia como lhe diria, e se lhe diria em breve...Ela não sabia.Marina fechou o livro e foi jantar, não gostara muito daquela mulher que não sabia...
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